ASP (Associação de Surfistas Profissionais)

Foi fundada em 1982, após a extinção da IPS (International Professional
Surfers), a Associação de Surfistas Profissionais (ASP) é a instituição que
governa os destinos de surf de competição profissional e organiza os circuitos
mundiais da modalidade.

Quando o surf começou a romper as fronteiras do
seu nicho, tornando-se numa actividade comum não só nas praias da Califórnia,
Havai e Austrália, mas um pouco por todo o mundo, alguns dos mais destacados
surfistas de então resolveram conceber um modelo que unificasse as várias
competições dispersas que aconteciam todos os anos em vários pontos do globo. No
final de 1676, decidiu-se então que a cada uma das principais provas realizadas
nesse ano fosse atribuído retroativamente um determinado número de pontos, cujo
somatório resultaria num ranking e num campeão. Esse primeiro circuito
embrionário, vencido pelo australiano Pete Townend, foi a alvorada do surf de
competição profissional tal como hoje o conhecemos.

Passados 34 anos, o
ASP World Tour é composto por oito diferentes certames, incluindo as três
divisões masculinas (World Tour, Men’s Prime e Men’s Star), duas femininas
(Women’s World Tour e Women’s Star), o circuito Pro Júnior (sub-20) e as duas
divisões de longboard, além dos chamados Eventos Especiais (Specialty Events).
Só as dez etapas do Men’s World Tour, que a partir de 2010 reduz o número de
participantes de 45 para os 32 melhores surfistas do mundo, distribuem 4 milhões
de dólares em prémios. O Billabong Azores Pro Presentend by Nissan é uma das
nove etapas do Men’s Prime, que com um prize money total de um milhão e meio de
dólares, reúne os principais eventos da ASP que dão acesso a uma dessas
cobiçadas 332 vagas do World Tour. As provas da ASP têm estado na vanguarda das
transmissões ao vivo através da Internet (live streaming), sendo actualmente o
desporto que mais proveito retira das novas tecnologias, havendo provas que
atingem números de visionamento na ordem dos milhões de
internautas.

Apesar de se fazerem notar desde meados dos anos 90, quando
o britânico Russell Winter se tornou o primeiro europeu a obter a qualificação
para o World Tour, os surfistas do Velhor Continente são ainda uma relativa
novidade neste mundo tradicionalmente dominado por australianos, americanos,
havaianos, brasileiros e sul-africanos. Após um pico de sete atletas presentes
no Tour de 2009, este ano somente três surfistas europeus integram a elite do
surf profissional, entre eles, o português Tiago Pires “Saca”, que após um
excelente 3º lugar na prova do ano passado, irá regressar ao Billabong Azores
Islands Pro Presentend by Nissan para tentar subir o degrau que falta para a
vitória.

Fonte: Suplemento Billabong Azores Islands Pro
Guia Oficial (produzido por SurfPortugal)

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